THE DRAMA
Segredos que morrem connosco, desconfortos. Sobre resolver os nossos e «ouvir» os de outrem. Estaremos efetivamente dispostos a conhecer mais do que aquilo que nos aproxima?
Entre anos de proximidade confortável e pecados íntimos, quando o condicional se impõe ao incondicional, o que escolhemos? Por onde seguir depois de abrir a caixa de Pandora?
Sobre caminhar da certeza até à incerteza, sem saber o que há no meio e no destino. Os que carregam marcos negros e fazem por ver o que pode ser construído sobre isso, os que fazem disso uma piada privada e os que param...
O que é «o drama»? O mal que atrai é o mesmo que trai:
A principal questão que o próprio nos coloca, por experiência dos que dramatizam.
O noivo, sendo quem não lê o livro todo, conforta-se com pouco? O que é, de facto, o conforto?
Um modo menos penoso de viver com o que nos desconforta...
Procurar pureza depois de tempos impuros? Sim, porque o dramático pode ser desconfortável, mas, o segundo não tem de ser o primeiro.
Neste sentido, quem muito se justifica, deve ser posto em causa na mesma medida daquele que quis crescer sobre os impulsos de Thanatos e foi, por isso, reduzida a nada mais do que o mal em si mesmo e os seus impactos (ainda que não materializados).
Sobre o que queremos, seremos capazes de desejar que o «outro» possa fazer pelo mesmo querer? Pois, invalidar crescimento positivo sobre impurezas, é querer 0 julgamento sobre justificações fraudulentas.
Muitos querem continuar depois do jogo se revelar, mas poucos estão dispostos a começar de novo. Quem vomita pode não ser quem suja, porque só quem se abre ao desconforto individual é que se vai querer limpar, para poder ajudar outros a fazê-lo.
Entre o conforto e o destino está o nosso livre-arbítrio para o desconforto?