GEKIJOU-BAN MAHOU SHOUJO MADOKA★MAGICA: [ZENPEN] HAJIMARI NO MONOGATARI
Sinopse:
Uma boa questão - Porquê usar a figura da criança para explorar algo tão sombrio, sendo elas mesmas exploradoras? Talvez por serem simples, caraterística que abre espaço fértil ao complexo.
Neste terreno, explora-se então, o fim da inocência e o começo das decisões, passando as últimas por pontos de natureza binomial, como, luz/escuridão, esperança/desespero, conforto/desafio, desejo/sacrifício...
Prólogo - Capa infantil de um livro profundamente adulto:
A prodigiosa indecisa, a apaixonada de coração reticente, o contratante, a sonhada, a primeira vigia e a «órfã» de pai. Cada uma das suas leituras informa o que é visto por nós e vivido pelos fictícios.
O começo na inocência e a metamorfose contínua até ás maçãs maduras:
Partimos de um status quo puramente humano, com um bebé a tentar acordar a sua mãe, seguindo-se a sua irmã mais velha, a luz que fará frente à ameaça existencial, gerações cedem lugar e dá-se a renovação. Sobre (re)começos.
A magia da música, a música como representante do espectro emocional, este é um comentário pessoal, mas também pode não ser, se a focarmos enquanto via para a transcendência...
É nestas condições que o etéreo chama, apelando à natureza do centro de poder do enredo, uma descrente em si mesma e no que representa para a magia, em todas as dimensões que percorre. Daqui, saímos do conhecido para a aventura, cujo destino se descortinará a cada passo que nos afasta da normalidade conhecida e nos aproxima do frio próprio da consciência de crescimento e da efemeridade da inocência infantil.
Testemunhamos o avanço da infância para a adultez, o presente de 3 crianças, futuras mulheres. Amor, ressentimento, culpa, revolta e desvalia, e, talvez, vazio existencial?
Este último pode sustentar um protagonismo passivo, dentro da minha especulação. Se formos simples, é possível que se trate apenas de um processo de maturação em que, para nos tornarmos, temos de nos conhecer em primeiro.
A questão final, abrir-mo-nos ao nosso potencial inconsciente, poderá esse ser o desejo contratual? Entram em confronto, a moralidade sem ego e o direito ao desejo egocêntrico, dado o tamanho do sacrifício, perdendo a humanidade própria para ganhar uma magia carregada de segundas intenções e vazios.
Assim, a vida adulta dá-nos a possibilidade de ser responsáveis pelo poder do nosso desejo, o que realça a necessidade de abrir margem para erro. E, o mais importante de tudo - Maturidade adulta traz-nos consciência de mortalidade, mesmo já desalmados.
No fim, depois de tudo isto, tudo se sintetiza numa troca equivalente em que a decisão, ainda que chocante, começa com o desejo de querer crescer, continua com a responsabilidade por esse mesmo querer, mesmo que ela não se revele totalmente quando assinamos com sangue, e acaba, com ou sem reinício de ciclo, dependendo do final efetivo...
Posfácio - O efeito da magia do fantástico no espetador ordinário:
É este o elemento humano, que na dimensão mágica vira objeto simplório, mas que motiva a minha assinatura deste contrato em troca da paz por meio da auto-realização do meu eu atual e futuro, aqui e agora. Aceito abrir-me ao meu potencial distinto, deixando a minha humanidade servir onde e a quem mais precisar dela em cada capítulo dos anais da história.
Essencialmente, aceito ser o receptáculo da cultura com a missão de a nutrir e de propagar a área de efeito do seu poder, de forma a que seja perpétua a sua relevância.