DEPOIS DO FIM
Amanda e Leo. A mudança que é reflexo do tempo que passou por eles sem ser percorrido, a mentira superficial que esconde uma verdade profunda.
O abraço é o mesmo e os tempos não mudam as vontades, boas e más. Porque, em meio ás tormentas, não vemos a bonança do amor que sentímos ser para sempre, «fechando» o passado e falando-se agora sobre os «atuais». Será que sobra algo da pessoa que julgámos conhecer?
Até onde vão os limites de uma intimidade que se desgastou? Num término sem resolução, como deixamos as fronteiras? A verdade é sempre mais forte, ainda mais quando não queremos...
Finais e as suas finalidades:
Acabam como uma parte de nós, significam-nos, pelos significados que lhes damos, fazendo-se se presentes em toda a nossa vivência.
Primeiro, os cacos e suas dores, o que ficou pelo caminho. Eles abrem-se ao abraço, e nós vemos o capítulo que não «fecharam».
Ele sofre por um pretérito que podia ter sido prefeito, vivendo o presente no condicional enquanto ela foge do passado, que lhe faz um presente cheio de tropeços.
Finais que não são iguais, presentes superficiais com os «atuais», não fossem os nomes familiares. Se o fim do amor pode consolar?
Depende, do que cada um fará com as sobras: Ou acreditamos nele em senso abstrato, ou apega-mo-nos ao que já foi tão palpável.
Sobre sorrir á dor, para conseguir dizer-lhe «oi» daqui a seis anos.
O que não é dito conhece-se pelo que se sentiu no início da viagem.
Estanho...